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Concorrente Chinesa da OpenAI Estreia na Bolsa e Cria Novo Bilionário

Publicado em 20/01/2026
Concorrente Chinesa da OpenAI Estreia na Bolsa e Cria Novo Bilionário

A Zhipu, que opera um serviço semelhante ao ChatGPT, captou US$ 558 milhões em sua oferta pública inicial. Seu presidente, Liu Debing, acumulou uma fortuna de US$ 2,1 bilhões

Liu Debing, presidente e cofundador da empresa chinesa de modelos de inteligência artificial Knowledge Atlas Technology — mais conhecida como Zhipu — tornou-se bilionário após a estreia da concorrente do OpenAI no mercado de Hong Kong, nesta quinta-feira, 8.

O executivo de 49 anos, que fundou a companhia em 2019 ao lado do diretor-executivo Zhang Peng, acumulou uma fortuna estimada em US$ 2,1 bilhões (R$ 11,97 bilhões), com base em sua participação acionária na Zhipu, segundo cálculos da Forbes. A empresa levantou US$ 558 milhões (R$ 3,18 bilhões) no IPO, com a venda de 37,4 milhões de ações a US$ 14,92 (R$ 80,57) cada, de acordo com o prospecto. Entre os investidores iniciais estão AlibabaTencent, Hillhouse, Qiming Venture Partners e fundos ligados ao governo chinês.

A companhia, que agora tem valor de mercado de US$ 7,52 bilhões (R$ 40,5 bilhões), pretende destinar a maior parte dos recursos captados para pesquisa e desenvolvimento, conforme o documento. As ações encerraram o pregão em alta de 13,2%, após uma abertura morna. Durante a sessão da manhã, chegaram inclusive a cair abaixo do preço da oferta.

A Zhipu não respondeu aos pedidos de comentário. A listagem — aguardada com grande expectativa por se tratar da primeira grande startup chinesa de IA generativa a abrir capital — pode não ter sido tão impactante quanto alguns esperavam. O desempenho ficou aquém dos ganhos expressivos registrados por empresas chinesas de chips de inteligência artificial, como Moore Threads, MetaX Integrated Circuits e Shanghai Biren Technology. Outra empresa chinesa de modelos de IA, a MiniMax, está programada para estrear na Bolsa de Hong Kong nesta sexta-feira.

Todas essas companhias atuam em setores considerados estratégicos por Pequim e tiveram a fatia destinada a investidores de varejo em seus IPOs subscrita milhares de vezes, o que resultou em saltos de dois ou três dígitos nas estreias recentes em Hong Kong ou nas bolsas da China continental.

A Zhipu, que oferece um serviço semelhante ao ChatGPT chamado Z.ai, também despertou forte interesse: a parcela da oferta destinada ao varejo foi subscrita mais de mil vezes, segundo comunicado à bolsa.

Ainda assim, o que pode estar freando parte dos investidores são relatos sobre restrições ao uso de chips da Nvidia, afirma Kenny Ng, estrategista de valores mobiliários da Everbright Securities International, sediada em Hong Kong, em mensagens via WeChat. Segundo informações, autoridades chinesas teriam solicitado nesta semana que empresas locais de tecnologia suspendessem pedidos dos chips H200 da Nvidia, depois que o governo Trump reverteu, no fim do ano passado, uma proibição de longa data à exportação de chips avançados de IA para o país. No entanto, as autoridades podem permitir que algumas companhias adquiram o produto para usos comerciais específicos, informou a Bloomberg News na quinta-feira, citando fontes anônimas.

A Zhipu, que foi incluída em uma lista de restrições comerciais do governo dos Estados Unidos no início de 2025, desenvolveu modelos de inteligência artificial com base em alternativas locais, como chips da Cambricon Technologies, do bilionário Chen Tianshi, ou da Moore Threads, do bilionário Zhang Jianzhong. Mesmo assim, investidores podem temer que a empresa, que tem ambições globais, não consiga treinar seus modelos com a mesma eficiência diante da escassez dos H200 — ainda considerados superiores para esse tipo de treinamento.

Apesar disso, a Zhipu vem crescendo rapidamente. A empresa fornece seus modelos — capazes de raciocinar, além de gerar imagens e vídeos — para desenvolvedores individuais, empresas e setores públicos em diferentes países. A receita mais que quadruplicou, alcançando US$ 27,3 milhões (R$ 155,61 milhões) no primeiro semestre de 2025, de acordo com os dados financeiros mais recentes disponíveis. As perdas, porém, quase dobraram no mesmo período, chegando a US$ 336 milhões (R$ 1,87 bilhões), devido aos elevados gastos com pesquisa.

Quase 90% dos clientes da empresa estão na China continental, mas a Zhipu também registra vendas na Malásia, em Singapura e nos Estados Unidos, segundo o prospecto. O presidente Liu é um veterano do setor de tecnologia da computação. Ele trabalhou por quase duas décadas como engenheiro na empresa de tecnologia da informação Technicolor (China) Technology e na Universidade Tsinghua — instituição onde o presidente Xi Jinping se formou — antes de empreender por conta própria. O cofundador Zhang também atuou por mais de dez anos na Universidade Tsinghua, até 2020, de acordo com o prospecto, que não especifica qual era sua função na instituição.

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