Como será o metaverso em 5 anos? Esse estúdio de design pode ter a resposta
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08/06/2022

Fast Company Brasil

Como será o metaverso em 5 anos? Esse estúdio de design pode ter a resposta

Como será o metaverso em 5 anos? Esse estúdio de design pode ter a resposta

O que é o metaverso? Pergunte a dez especialistas e você receberá respostas diferentes. É realidade virtual? Realidade mista? Uma cidade virtual onde compraremos apartamentos digitais? Um monte de JPEGs de NFT e outros esquemas de enriquecimento até que a criptoeconomia gere tanto carbono que destrua o planeta? Ou apenas o Roblox e o Snapchat daqui a alguns anos?

Embora seja difícil encontrar consenso, a Argodesign – empresa de design que passou anos prestando consultoria para a Magic Leap – colocou suas cartas na mesa. Ela trouxe uma nova visão sobre o futuro da realidade mista, oferecendo um argumento convincente de como produtos como o HoloLens e o Magic Leap podem funcionar em meia década. Esse metaverso seria bom para empresas de diversos ramos, como Starbucks ou Apple, agregando valor e oferecendo controle suficiente para as pessoas realmente usarem.

O segredo de tudo isso? O metaverso da Argodesign é basicamente a internet. Mas, em vez de acessar sites, você vai a lugares físicos, onde os óculos de realidade mista revelam camadas digitais invisíveis.

Isso significa que sua sala pode ter uma camada específica para assistir a uma TV virtual gigante. Ou mesmo uma para jogar Pokémon, na qual monstros virtuais correm pelo ambiente e sentam no seu sofá. Além de uma camada para limpeza, que identifica as roupas da sua família automaticamente enquanto você as dobra e ouve Spotify em segundo plano.

O DESIGN DO HARDWARE 

A visão do estúdio vem do conceito dos seus próprios óculos de realidade mista – armações leves que brilham, indicando que você está acessando uma outra camada da realidade (em vez de esconder isso dos outros e gerar confusão). Além da aparência única, eles também vêm com uma caneta stylus, acoplada na haste dos óculos, como um lápis sobre a orelha.

Mas por que precisaríamos dela, quando produtos como HoloLens e Oculus Quest já conseguem ler os movimentos das mãos? Porque, na grande maioria das vezes, trabalharemos com telas e objetos virtuais à distância. “Se quiser trabalhar em algo de perto… você pode usar um notebook”, diz Rolston. “Este é um mundo à distância. Como se estivesse sentado no sofá [assistindo TV].”

Além disso, naturalmente, você pode precisar apontar para coisas que estão longe, e usar seu dedo para isso causaria (mais) estranhamento e confusão nas pessoas ao redor. “O gesto de apontar continuará na realidade mista; é uma interação humana”, argumenta Jared Ficklin, sócio e principal tecnólogo criativo da Argodesign. Entendo que apontar com uma caneta stylus também pareça estranho. Mas, pelo menos, gera menos desentendimentos.

SOFTWARE COM CARA DE WEB

A aposta em que os designers estão mais confiantes é em como seria esse software do metaverso – especificamente, como ele será organizado e como você o acessa. Hoje, a área de trabalho do seu computador é modelada a partir de uma mesa de escritório real. É por isso que temos arquivos e pastas.

Ao basear os computadores nos mesmos princípios de organização de um escritório, a tecnologia se tornou mais familiar e menos intimidadora. E então, o iPhone nos apresentou aos aplicativos. Eles se tornaram as fontes para encontrar as informações que queríamos.

ATRAENTE, MAS AINDA UM METAVERSO

No entanto, o metaverso é realmente algo necessário? Em última análise, a Argodesign acredita que sim, que é o próximo estágio natural da computação. Como explica Rolston, os computadores, historicamente, colocam telas na nossa frente. Já os óculos de realidade aumentada apontam uma câmera para o mundo. É a primeira vez que uma máquina compartilhará nosso ponto de vista e nosso contexto específico momento a momento.

A visão do metaverso da Argodesign é convincente e viável, com um design intuitivo que, em muitos aspectos, faz mais sentido do que arquivos e pastas em 2022. Este mundo pode muito bem se tornar realidade.

Devo insistir na questão da utilidade e da necessidade de se construir um metaverso como esse. Já sabemos que o tempo de tela nos deixa infelizes, e a visão da Argodesign pode manter o mundo do jeito que é, mas adicionar uma camada extra que nos acompanha ao longo do caminho.

 

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