Investidor transfere R$ 1,6 bilhão em bitcoin e paga apenas R$ 0,60 em taxas
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30/05/2022

Exame

Investidor transfere R$ 1,6 bilhão em bitcoin e paga apenas R$ 0,60 em taxas

Transação de quase 11,5 mil bitcoins paga apenas 0,0000000348% de taxa e reforça eficiência do maior blockchain do mundo para grandes operações financeiras; volatilidade ainda atrapalha

Investidor transfere R$ 1,6 bilhão em bitcoin e paga apenas R$ 0,60 em taxas

Uma transferência multimilionária de bitcoin realizada no domingo, 29, mostra quanto o maior blockchain do mundo pode ser eficiente para grandes transações financeiras: ao enviar 11.492,5 unidades da criptomoeda, avaliadas a pouco mais de US$ 333 milhões (R$ 1,57 bilhão) o custo da operação foi de 0,000004 bitcoin, o equivalente a 12 centavos de dólar.

O custo da transação é um dos principais argumentos para os que defendem o uso da rede Bitcoin em grandes operações financeiras e remessas internacionais de grande valor. No caso, foi de 0,0000000348% do total enviado, muito abaixo do que custaria em sistemas bancários tradicionais.

Além disso, a operação, feita entre duas carteiras cujos proprietários são desconhecidos e divulgada pelo WhaleAlert (abaixo), também é muito mais rápida, completada em cerca de 15 minutos. Uma transferência internacional do mesmo valor, pelo sistema financeiro convencional, levaria vários dias.

Apesar da eficiência, baixo custo e transparência, as transações com criptomoedas ainda esbarram na volatilidade dos ativos. No caso do bitcoin, por exemplo, a transação de 11.492 unidades do ativo no domingo era equivalente a cerca de US$ 332 milhões. Com a alta no preço da criptomoeda nesta segunda-feira, o montante passou a valer mais de US$ 350 milhões (R$ 1,65 bilhão).

É por causa desses motivos, principalmente, que grandes instituições financeiras já começam a utilizar a tecnologia blockchain para grandes movimentações financeiras, em especial para operações internacionais — mas em geral com o uso de stablecoins, cujo valor é estável, atrelado a algum ativo como dólar, euro ou ouro, cuja volatilidade é muito menor. JPMorgan, Morgan Stanley, Citigroup e HSBC são alguns dos grandes bancos que já estão testando transações e remessas com a tecnologia.

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